Infelizmente isso não quer dizer que foram bons jogos ou, jogos de igual para igual.
Quer dizer que, dentro de todas as possibilidades(esquema tático, técnica, físico) foram jogos que de alguma maneira não apresentaram nenhuma seleção "superior" às demais.
Contudo tiramos certas conclusões; a Grécia está muito aquém de demonstrar um futebol eficiente, mesmo que isso seja tudo que ela conseguiu mostrar quando foi campeã européia. Eficiência naquela época se dava pela postura da equipe, retranqueira e vulgar. Vulgar porque isso de retranca em busca de resultados já está pra lá de modinha nos tempos atuais. Acontece que, com um meio de campo que não segura a bola, não troca passes, nem sabe se posicionar diante do adversário qualquer esquema, mesmo o de retrancas, não se garantirá eficiente.
Graças aos deuses do futebol a Coréia venceu este embate.
É um futebol de correria? É. Mas também é um futebol que busca o gol, que se arrisca. Nos dias atuais, isso é uma dádiva.
Agora o que aconteceu no jogo entre Argentina e Nigéria foi um encontro de duas seleções bem distintas.
A Argentina mostrou-se bem preparada, treinada, determinada. E talvez tenha sido essa determinação o diferencial no jogo. Também não pode-se dizer que foram tudo flores, alguns erros de marcação dos hermanos deixaram os nigerianos na cara do gol em algumas oportunidades, contudo, no geral, quanto tem a posse de bola, a Argentina mostra-se superior, quando busca o gol, faz isso com grande capacidade técnica e quase sempre chega com perigo.
Messi que vinha jogando pela seleção um futebol mediano, desta vez garantiu o espetáculo. Com várias participações, mostrou-se o melhor em campo na criação. Brasil abra o olho!
Espero que Kaká esteja em condições de fazer o mesmo, estou preocupado.
A Nigéria está longe de ser aquela "águia" de outros tempos. Não acredito que vão alçar vôo. Segundo BigHouse disse hoje, é a grande seleção africana. Me parece que há um engano nessa afirmação.
Treinadas por técnicos europeus, as seleções africanas se tornaram domesticadas demais. Deixaram de lado o seu ímpeto afiado para o ataque e passaram a se preocupar demais com esquemas táticos, marcação, defesa, contenção, tomar espassos, enfim. Descaracterizaram-se e talvez por isso estejam meio "perdidas" em seu jogo.
No último jogo do dia, EUA e Inglaterra se enfrentaram numa partida em que, Capello mostra que não veio mudar tanto assim a seleção inglesa não. Novamente a tradição falou mais alto e tome bolas alçadas na área e correria. Afora alguns lances de maior técnica como o do gol de Gerrard para a Inglaterra, o jogo resumiu-se a isso. E colocar Peter Crouch é uma afronta a qualquer amante do bom futebol.
Os EUA tiveram oportunidades para marcar mas o domínio foi Inglês na maior parte do jogo.
Não fosse o erro do goleiro inglês dando o gol de bandeja, o jogo poderia ter ficado só para os EUA atacarem.
Contudo, com o empate, o time inglês saiu pra cima deixando os EUA para o contra-ataque. E, quase que em um desses contra-ataques o time americano virava a partida, o goleiro inglês dessa vez salvou a rainha e contou ainda com a trave.
Chute do Pirata da rodada; "Maradona de terno estava parecendo Danny De Vito naquele filme com Schwarzenneger, Irmãos Gêmeos".





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