quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quiçá certas seleções da Copa fossem assim. O Maior Jogo da História.

Enquanto isso, em outro esporte, contudo sobre a mesma grama que consagra os deuses imortais do futebol,
lá em Wimbledom a história está sendo escrita, e testemunhada para nunca mais ser esquecida.
O maior jogo de tênis acontece, em tempo real, diante dos olhos dos espectadores que, abismados, não acreditam no que vêem.

A maior partida de todos os tempos já dura mais de dois dias, será recomeçada amanhã.
Dois desconhecidos do grande público, travam uma partida da segunda fase do torneio. Não é nenhuma semi-final ou mesmo final. Não conta com nenhum gênio do esporte como Rafael Nadal ou Roger Federer, nem um Pete Sampras ou um Agassi, ou um Boris Becker, estes três últimos já lendas aposentadas. Não concederá grandes prêmios ou troféus.

Este era pra ter sido um jogo de tênis normal, um jogo qualquer de uma segunda fase de Wimbledom.
O esporte é mágico. O esporte encanta.
O esporte transforma seres comuns, neste caso o americano John Isner e o francês Nicolas Mahut, em duas lendas, dois heróis que simplesmente resolveram jogar uma partida até o fim, sem concessões.
Resolveram lutar pela vitória, até que o melhor vença.
Resolveram jogar por jogar. E se entregaram de corpo e alma.
A esta altura arrisco em dizer que não existirá um único vencedor.
A vitória será daqueles que puderam acompanhar de perto a história do esporte ser escrita, nobres testemunhas do surgimento de duas lendas.

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