sexta-feira, 25 de junho de 2010

e-mail para Rogério



Venho postar aqui um email que ia responder a um colega e que cabe bem aqui agora em que tratamos das seleções européias;


Concordo com vc rogério.

Até parece que você leu meus pensamentos.

Esse é o real problema dos times como a Romênia de Hagi,a Bulgaria de 94 de Stoitchkov, a própria Sérvia e Eslováquia de Sweiss e a Rep. Tcheca de Rosick. Os caras não tem vontade.

Vontade que eu digo não é essa coisa de querer vencer o confronto que todo atleta tem que ter, é de querer ganhar toda jogada, toda bola, e de fazer um esforço absurdo para que isso se concretize, de estar atento ao jogo o tempo todo, de não querer errar e se o erro acontece de socar o chão, comer a grama, querer morder a bola, e com isso, buscar ainda mais o acerto, com mais afinco, mais "vontade", até mesmo para provar - não aos outros, mas a si mesmo - que é merecedor do sucesso.

Os times que citei jogam um futebol bonito, pra frente, buscando o resultado, futebol este que admiro entre os europeus já há muito tempo e que acho estar em baixa hoje, mas ao mesmo tempo meio displicente, tipo "se fizer o gol ótimo, senão azar".

É um descompromisso que não entendo.


Ao mesmo tempo, e no viés contrário, temos esta escola européia do resultado, da determinação tática, do vigor físico à Itália, Inglaterra, Alemanha, que, mesmo não estando presas sempre a um sistema retranqueiro (a Alemanha por exemplo), não abrem mão da disposição tática em nome do resultado.

Por exemplo, a Grécia de 2002, e agora a Suíça, Itália e Inglaterra são seleções que preferem perder no esquema retranca que o sucesso em ousar atacar.

A Suíça mesmo fez hoje o que alguns chamaram de exibição de terror contra Honduras. Tendo que atacar, não soube fazer um gol sequer em uma das piores seleções do mundial, com todo o respeito aos Coreanos do Norte.

E agora me pergunto o que a Itália de 2006 tem de diferente da de hoje. Eu diria que nada. Só Totti. Então, porque hoje ela teve o pior rendimento das equipes em seu grupo ficando com a lanterna do mesmo?


É assim mesmo o futebol. Nunca vamos entendê-lo de fato.

Por isso que é ainda tão emocionante assistí-lo.

E, por isso também, prefiro o espetáculo dos times bons, às conquistas dos pragmáticos.

Tenho o sentimento que se jogassem 10 copas as seleções de 82 ou 86 do Brasil e a da Itália de 2006, a maioria dos títulos seria da brasileira.

Acredito que um time de craques tem mais chances de vencer que um fechado de marcadores. Mesmo que isso não aconteça sempre, principalmente em se tratando de futebol.



Nenhum comentário:

Postar um comentário